é que ele não estava errado. Passo demasiado tempo fechada em casa — entre livros, ecrãs e pensamentos em catapulta. Mas no terraço, no topo do prédio, a vida parece diferente… o céu fica mais perto, os pássaros passam o dia a vigiar o território, alguns vizinhos discutem o almoço e o cão do prédio em frente tenta manter a ordem aqui por cima.
A Evolução do Terraço
Este oitavo andar nem sempre foi assim… vivo. No início era apenas cimento, pó (muito) e a promessa tímida de sol. Agora pulsa – é uma coleção de histórias: algumas plantadas, outras aladas, outras de oito ou mais patas, outras que zumbem. Um lugar onde as alfaces se assustam com as trovoadas de verão, onde a Urraca observa tudo com um olhar atento (e frequentemente crítico), e onde as aranhas estabelecem reinos com mais planeamento do que eu alguma vez conseguirei.
Uma Experiência em Crescimento
Tudo começou com ervas aromáticas — primeiro o alecrim e mais umas tantas (que não sobreviveram), depois os tomates cherry, os citrinos, os morangos, os pimentos — sempre sob a velha tentação de “só mais um vaso.”
Cada planta trouxe as suas próprias surpresas: umas prosperaram, outras amuaram, outras exigiram atenção como bebés. Quase ao mesmo tempo, chegaram os visitantes inesperados: as vespas, as formigas, as borboletas, os espiões do céu pousados no telhado e muitos outros seres minúsculos cujos nomes ainda não aprendi.
Lições Cá do Topo
O meu terraço ensina-me paciência, oferece-me vitórias e lembra-me, muitas vezes, das minhas limitações. Há dias em que é um laboratório, outros em que é palco.
Este blog, Rooftop Urban Gardener (RUG) – Agricultora no Telhado – reúne as histórias vividas do meu pequeno jardim urbano no topo da cidade.
Junta-te a mim
Ele disse que eu precisava de sair mais, e vós? Querem subir comigo ao terraço? Cuidado com as teias de aranha – e, se quiseres, descobre mais acerca deste mundo através das minhas fotografias.
